Salve, geral!
Este é o nosso primeiro post, desde que saímos de casa, dia 20/08.
Foram vários pequenos perrengues, alguns nos estressaram um bocado, outros só tornaram a nossa trajetória mais marcante.
Somos uma família de cinco, portanto considerada numerosa. O pai MD que veio à cidade de Salamanca, na Espanha, para estudos. A mãe Ni, que veio para tentar convencer os filhos que pode ser uma "dona de casa" dedicada. E os filhos JM (11), Leca(8) e Cela(8) que vieram interagir com outras crianças e tanto quanto possível, se comunicar em espanhol.
Desde sair de casa mais cedo para validar documentos no Consulado Honorário e nos informarem que o Consul teve que sair de emergência. Ainda bem que conseguimos resolver tudo no dia seguinte no Consulado Geral em São Paulo. Graças ao pai prevenido que planejou um dia a mais na viagem, para resolver qualquer eventualidade.
Depois foi o voo de São Paulo a Lisboa que atrasou duas horas. Resultado: perdemos a conexão para Madri e ficamos umas seis horas zanzando com 3 crianças pelo aeroporto. Sorte que nos deram uns bons tíquetes para gastarmos em comida. De barriga cheia eles até são bem compreensivos.
Ah! E teve a história da tesourinha escolar da Cela que nos tornou famosos em todos os aeroportos. Como vão estudar por aqui, as crianças trouxeram alguns materiais escolares, dentre eles uma tesourinha mimosa, toda cor-de-rosinha, dentro do estojo, na bagagem de mão. Em cada passagem pelos raios-X, os agentes visualizavam aquele objeto ameaçador e nos faziam abrir a bagagem para identificar. E foi sorte tê-la tão à mão para depois abrirmos todos os lacres das malas.
Finalmente chegamos à Madri depois dessa maratona toda e até a escada marrenta que nos separava da nossa cama nos pareceu suave naquela hora.
Em Madri fomos descobrindo uma cidade linda, antiga, mas ao mesmo tempo moderníssima. E também nos descobrimos pedestres. Se na cidade de interior em que moramos, usamos o carro até para ir à casa de amigos na mesma rua, imaginem chegar a uma metrópole, como Madri, em que o transporte público realmente funciona. Foi um desbunde! Só que nossas coxas, nossas panturrilhas, nossos pés, definitivamente, não estavam preparados.
Pelas ruas de Madri, junto ao meio fio, existem uns postinhos de ferro de uns 40 centímetros para impedir que os carros estacionem na calçada. E não é que um deles resolveu dar uma canelada no JM. Ficou um roxão na perna. E o árbitro nem deu cartão vermelho prá ele...
E por enquanto basta, pois eu tenho que botar umas crianças prá tomar banho...
Até a próxima
Ni
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